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Fisioterapia para o parto: saiba o que fazer para evitar lesões

Muitas futuras mamães não sabem, mas algumas técnicas simples de fisioterapia para o parto podem tornar a experiência muito mais tranquila e evitar ou minimizar lesões na região.

Pensando nisso, criamos o artigo de hoje. Nele, você vai entender melhor o que é o assoalho pélvico, porque é tão importante que ele seja fortalecido e alongado na preparação para o parto normal e como isso pode ser feito com o apoio de uma fisioterapeuta especializada. Acompanhe a leitura!

O que é o assoalho pélvico?

O assoalho pélvico nada mais é do que um conjunto de músculos que se localizam ao redor da uretra, da vagina e do ânus. Falando mais precisamente, eles estão posicionados do cóccix, ou seja, do final da coluna, até o osso púbico, localizado acima da vagina, na região inferior do abdômen.

Essa musculatura é responsável pela sustentação da bexiga, do útero e do reto e também pelo bloqueio dos orifícios da uretra, da vagina e do ânus. Em outras palavras, o assoalho pélvico garante que possamos segurar a urina e as fezes quando ainda não estamos no local adequado para a sua eliminação. Por circundar a vagina, ele também contribui para a sensibilidade e o prazer na relação sexual.

Por que devemos fortalecer o assoalho pélvico na gravidez?

Em razão do crescimento progressivo do útero, durante a gestação a bexiga é comprimida, o que pode levar à perda de urina. Além disto, o peso do abdômen sobrecarrega os músculos do assoalho pélvico, contribuindo para a incontinência urinária nessa fase da vida.

Logo, os exercícios de fortalecimento do assoalho pélvico têm sido recomendados para evitar esse distúrbio. Eles podem ser feitos desde o início da gestação, sem nenhum prejuízo para a mãe e para o bebê.

Como são esses exercícios na prática?

Para exercitar os dois tipos de fibra muscular existentes nesta região, a mulher deve realizar uma contração da região da vagina e do ânus, puxando para dentro, e manter de 5 a 10 segundos. Na sequência, é importante descansar o mesmo tempo que manteve este músculo contraído.

Em seguida, a gestante deve realizar uma contração rápida e forte, mantendo a força para dentro por apenas 1 segundo, e descansar 2 segundos. Ambas as contrações devem ser repetidas várias vezes por dia, em pé, sentada, deitada e durante atividades que exigem esforço físico.

É importante não realizar as contrações no momento que estiver urinando ou evacuando, pois nestas situações o assoalho pélvico deve estar relaxado. Além disso, quando a gestante for realizar a contração perineal, deve tomar cuidado para não contrair a barriga, o bumbum e as coxas ou prender a respiração.

Algumas mulheres podem ter dificuldade de sentir a contração dessa região e de realizá-la adequadamente. Neste caso, uma fisioterapeuta especialista na área pode auxiliar nesse aprendizado com recursos específicos. Dra. Suellen Maurin explica no video a seguir o trabalho da fisioterapia para o parto:

Que exercícios para o assoalho pélvico devo realizar durante a fisioterapia para o parto?

Para as gestantes que desejam fazer a fisioterapia para o parto normal, são necessários exercícios de flexibilidade e alongamento músculos do assoalho pélvico. Dessa maneira, é possível minimizar ou evitar lesões na região, como a laceração e a episiotomia.

fisioterapia para parto normal sem cortes

 

Sem lesões musculares, a mulher apresentará uma recuperação pós-parto mais rápida e com menos dor, além de reduzir a chance do desenvolvimento de incontinência urinária e disfunções sexuais, como dores ou diminuição da sensibilidade durante a relação sexual.

O ganho de flexibilidade e alongamento na região deve começar a ser realizado a partir de 35-36a semanas de gestação e pode ser feito de duas maneiras: por meio da massagem perineal e do Epi-no.

O que é a massagem perineal?

A massagem perineal consiste em movimentos circulares realizados dentro do canal vaginal, em locais com elevada tensão muscular e deslizamento das fibras musculares, provocando um aumento do alongamento e da flexibilidade do canal vaginal.

A prática pode ser realizada diariamente, com o uso de um gel lubrificante para facilitar e diminuir o atrito. Para aprender a realizar a massagem, a gestante deve procurar uma fisioterapeuta especialista na área. Ela pode ir à consulta sozinha ou acompanhada do parceiro, que pode ajudá-la a praticar os movimentos.

E o Epi-no?

Além da massagem perineal, a gestante pode utilizar o aparelho Epi-no. O nome, que vem da expressão “episiotomia, não”, serve para designar um balão de silicone que é introduzido na vagina e insuflado aos poucos, alongando os músculos em todos os sentidos.

O Epi-no simula o que ocorre quando a cabeça do bebê pressiona o assoalho pélvico na fase final do parto, distendendo a região. No entanto, com o dispositivo, o movimento é feito gradativamente, sem lesionar a musculatura, como um exercício de preparação para o parto.

O alongamento com o Epi-no deve ser realizado diariamente. O dispositivo deve ser insuflado aos poucos, de acordo com o limite de dor de cada mulher, e mantido por alguns minutos dentro do canal vaginal.

Durante a fisioterapia para o parto, o Epi-no não deve ser introduzido muito profundamente, para evitar lesões. Para aprender a utilizá-lo adequadamente, o ideal é que a gestante busque sempre uma fisioterapeuta de sua confiança.

Tanto a massagem perineal quanto o Epi-no contribuem para o alongamento da região mas, ao retirar o Epi-no do canal vaginal, a gestante treina o relaxamento que deve ter na fase final do parto e assim se sente mais segura, o que contribui para a redução do tempo de duração dessa etapa e possibilita uma preparação para o parto tranquila e efetiva.

E então, gostou de saber um pouco mais sobre os métodos de preparação para o parto normal? Se você ainda tem dúvidas sobre o assunto, entre em contato conosco agora mesmo! Será um prazer atendê-la!