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Campanha de Incentivo ao Parto Normal

ANS parto adequado, pela redução da epidemia de cesáreas

A ANS, responsável pela campamha de Incentivo ao parto normal, criou o Projeto ANS Parto Adequado. A  Agência Nacional de Saúde Suplementar é uma autarquia especial vinculada ao Ministério da Saúde e tem como missão defender o interesse público. Por este motivo devido as elevadas taxas de cesarianas desnecessárias no setor de saúde suplementar do Brasil lançou em 2015 um movimento nacional a favor do parto normal e da redução gradativa das cesarianas desnecessárias na rede privada nacional.

As estatísticas das cesáreas

Dados fornecidos à ANS pelas empresas que comercializam planos de assistência à saúde demonstram que a proporção de cesarianas no setor é alarmante, situando-se em torno de 80%. Este percentual é totalmente discrepante em comparação ao recomendado pela Organização Mundial da Saúde (15%) e aos resultados encontrados em outros países, tais como Holanda (14%), EUA (31%), México (34%) e Chile (40%).

Planos de saúde, os campeões das cesáreas

Ressalta-se que em nenhum país foi encontrada uma proporção de cesáreas tão elevada quanto a existente hoje nos planos de saúde no Brasil, o que confere a este setor o desagradável título de campeão mundial de cesarianas. Trata-se de um título indesejável, pois, por ser uma cirurgia indicada para os casos que configurem risco materno e/ou fetal, a cesariana, quando eletiva, ou seja, realizada sem que exista uma indicação médica precisa, aumenta os riscos de complicações e de morte para a mulher e para o recém-nascido.

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Cesariana prescrita antes da hora

Não raro, as cesarianas são agendadas antes de a mulher entrar em trabalho de parto, aumentando a chance de o bebê ser retirado do útero ainda prematuro, já que é impreciso o cálculo da idade gestacional realizado antes do parto. Isso é feito por meio da ultra-sonografia ou considerando-se a data da última menstruação. A definição exata se o bebê é ou não prematuro somente ocorrerá após o nascimento.

Os riscos da Cesárea ser precoce

A retirada cirúrgica de bebês do útero antes que tenham atingindo a completa maturidade fetal é grave, pois estudos demonstram que fetos nascidos entre 36 e 38 semanas têm 120 vezes mais chances de desenvolver problemas respiratórios agudos. E por conseqüência, necessitar de internação em UTI neonatal mais do que aqueles nascidos com 39 semanas ou mais. Esta situação, além de aumentar os custos hospitalares e o risco do desenvolvimento de outros problemas de saúde no bebê, ocasionados pela internação, gera uma separação abrupta e precoce entre mãe e filho. Isso é negtivo, num momento primordial para o estabelecimento de vínculo, para uma melhor adaptação do recém-nato à vida extra-uterina e para o início do aleitamento materno.

Os riscos pós-parto da cesárea

Além disso, as chances de a mulher sofrer uma hemorragia ou infecção no pós-parto também são maiores em caso de cesárea, existindo ainda um risco aumentado de ocorrerem problemas em futuras gestações, como a ruptura do útero e o mau posicionamento da placenta.

Assimetria das informações

Tais riscos não são percebidos em nosso meio. Isso porque predomina a visão de que o desfecho da gestação será melhor e mais seguro quando abordado na perspectiva da ultra-especialização e do elevado uso de recursos tecnológicos. Ademais, a conveniência do agendamento e do tempo gasto na cesariana, bem como a insuficiente participação feminina nas decisões clínicas relacionadas ao tipo de parto, gerada pela assimetria de informação entre médico e paciente, estão entre as causas apontadas por especialistas para a “superindicação” de cesáreas.

A verdade e o mito!

Igualmente, como muitos mitos sobre contra-indicação de parto normal fazem parte do imaginário coletivo e são utilizados para justificar cesarianas desnecessárias, é importante esclarecer que situações como cesariana anterior, gestação gemelar, fetos grandes, podem ou não determinar a necessidade de uma cesariana. E ainda, existem situações como o cordão umbilical envolto no pescoço, baixa estatura da mãe, idade gestacional de 40 semanas, entre outras, que isoladamente não justificam a realização de uma cesárea.

Experiência enriquecedora e satisfatória

Por último, é importante destacar, que quando a equipe de saúde possui uma atitude acolhedora, quando há estímulo para a participação de acompanhante durante todo o trabalho de parto e no parto, quando a mulher é encorajada a ter uma postura ativa, movimentando-se durante o trabalho de parto, adotando posições nas quais se sinta mais confortável e tendo acesso a métodos para o alívio da dor, a vivência do parto pode configurar-se como uma enriquecedora e satisfatória experiência de vida.

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Conscientização é fundamental

A ANS, a partir da constatação da proporção descabida de cesarianas desnecessárias no setor suplementar, tem proposto ações com o intuito de reverter esse quadro. Nesse sentido lançou um movimento pelo parto normal, onde um dos objetivos é capitanear as discussões sobre estratégias para redução das cesarianas desnecessárias. Com esse objetivo, procura incentivar o parto normal, envolvendo todos os segmentos implicados com este tema. Contudo, esta é uma discussão que não deve ficar restrita ao âmbito da agência reguladora, deve mobilizar em especial as mulheres, que devem ousar reivindicar o direito de dar à luz por meio de parto normal, com autonomia e segurança, vivenciando esse momento  especial de forma mais saudável e prazerosa possível.

“Não há evidências científicas que justifiquem agendar um parto com antecedência.

“A mulher tem o direito de ser informada e ser parte ativa na decisão do tipo de parto”

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Quais as vantagens do parto adequado normal?

Entre as vantagens do parto normal, pesquisas comprovam que a passagem pelo canal vaginal, na hora do nascimento, coloca o bebê em contato com bactérias naturalmente presentes nessa área do corpo da mulher, fortalecendo seu sistema imunológico e prevenindo o desenvolvimento de alergias e outros problemas de saúde futuros.

Mais saudável para mamãe e bebê

O trabalho de parto, ao contrário de um sofrimento para a criança, significa amadurecimento e intensificação gradual das contrações musculares do corpo da mãe, necessárias para o bebê nascer. Favorece a prontidão para o nascimento e o contato com o mundo, o ritmo cardíaco, fluxo sanguíneo e maturação pulmonar são gradativamente trabalhados.

A ciência já demonstrou também que hormônios naturalmente atuantes durante o trabalho de parto favorecem o vínculo entre a mãe e bebê, o aleitamento materno e a recuperação pós-parto.

-Especialidades-

Ginecologia

Reprodução Humana

Obstetrícia

Parto Humanizado

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